3/01/2008

Cai avião B-2 da Força Aérea Americana


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Um avião bombardeiro B-2, do tipo furtivo (“stealth”), da Força Aérea dos Estados Unidos da América (USAF), acidentou-se no último dia 23 de fevereiro ao decolar da base Andersen, localizada na ilha de Guam, território norte-americano no oceano Pacífico. Os dois tripulantes da aeronave sobreviveram ao acidente tendo-se ejetado durante a pane e antes da queda. Segundo autoridades médicas e militares americanas os pilotos foram encontrados em bom estado. Não houve feridos em terra nem prejuízo às instalações da base. O bombardeiro não estava equipado com as munições.

Os aviões do tipo furtivo, chamados dessa maneira por terem sido desenvolvidos com uma tecnologia destinada a “enganar” os radares e assim poderem atuar com mais desenvoltura contra escudos de defesa aérea, operam na base aérea de Whiteman, no estado americano do Missouri. Eles realizam também operações na ilha de Guam, localizada próxima ao arquipélago da Filipinas, com o objetivo de reforçar a presença americana na região do Pacífico, próxima a Ásia.

O bombardeiro B-2 [http://www.af.mil/factsheets/factsheet.asp?fsID=82] é um avião de grande autonomia, podendo voar cerca de 6.000 milhas náuticas (11.112 km) sem reabastecer. É também conhecido como “avião invisível”, por essa característica de ter sido projetado para ludibriar radares. Já foi usado em missões no Afeganistão, no Iraque e na Sérvia e declarado em plena capacidade operacional a partir de 2003. De acordo com estimativas da USAF [http://www.airforce.com/] o seu custo é de US$ 1,2 bilhão. É fabricado por um consórcio liderado pela empresas: Northrop Grumann Corp. e a Boeing. Os Estados Unidos oficialmente contam com 21 aeronaves desse tipo.

O uso de aeronaves com essas características técnicas – autonomia e furtividade - consolidou uma estratégia desenvolvida pela USAF, conhecida como “alcance global”, e praticada, por exemplo, nas guerras do Golfo Pérsico. Essa estratégia preconiza que virtualmente qualquer ponto da Terra pode ser atingido por uma aeronave militar decolada de solo americano, em “curto período de tempo”, sem ser detectada por sistemas de radar e sem ser necessário o seu reabastecimento, em terra ou ar, que a tornaria muito vulnerável.

O acidente ocorrido com o B-52, o caça bombardeiro de longo alcance, reveste-se de um significado especial por ser o primeiro registrado com esse tipo de aeronave.
texto:josé santellano

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